Lição 11: Morte e Sepultamento | Resgate

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A sexta-feira caminhava para o fim quando Jesus pronunciou uma única palavra em grego: tetelestai. Em português, precisamos de duas: “Está consumado.” O verbo traz a ideia de algo levado até o fim, uma tarefa cumprida plenamente. Na cruz, Jesus não estava dizendo simplesmente: “Minha vida acabou.” Estava declarando: “Minha missão foi cumprida.”

Naquele momento, algo extraordinário aconteceu no templo. O véu se rasgou de alto a baixo (Mt 27:51). Durante séculos, aquela cortina havia marcado uma barreira solene. No santuário, o véu separava o lugar santo do santíssimo, e somente o sumo sacerdote podia atravessá-lo, uma vez por ano, no Dia da Expiação (Lv 16; Hb 9:7). O véu rasgado anunciava que o sacrifício para o qual todo o sistema apontava havia encontrado seu cumprimento em Cristo. O caminho para Deus estava aberto pelo sangue de Jesus (Hb 10:19, 20).

João registra então detalhes dolorosamente concretos. O corpo de Jesus foi retirado da cruz. José de Arimateia e Nicodemos o envolveram em panos de linho com especiarias e o colocaram em um sepulcro novo. Aquele que havia criado o ser humano agora repousava imóvel dentro de uma tumba.

As mulheres também acompanharam tudo. Queriam honrar Jesus preparando aromas e bálsamos para Seu corpo. Havia muito a fazer, e o coração delas certamente desejava continuar. Mas o sábado estava chegando. Lucas registra uma frase impressionante: “No sábado, descansaram, segundo o mandamento” (Lc 23:56). Foram fieis ao Senhor, mesmo em Sua morte.

Na sexta-feira, Cristo terminou Sua obra de redenção e repousou no sepulcro durante o sábado. Seus seguidores, mesmo em meio à dor, também descansaram segundo o mandamento. Nem mesmo a urgência de cuidar do corpo do Mestre as levou a tratar como comum o dia que Deus havia santificado.

Entre a cruz e o que viria depois houve um sábado silencioso. O corpo de Jesus repousava. Seus discípulos choravam. Mas a palavra pronunciada na cruz permanecia verdadeira: tetelestai. O preço havia sido pago, a missão estava cumprida e a redenção estava garantida.

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Sobre o autor

Pastor, jornalista, editor da revista Vida e Saúde e editor associado da ComTexto

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