No Sermão do Monte (Mt 5), Jesus expõe como funcionam as alegrias em Seu Reino. Trata-se de um momento marcante, diante de multidões que vinham de várias regiões, inclusive da Síria, a cerca de 150 km de distância (Mt 4:24). Muitos estudiosos chamam o Sermão do Monte de “Sinai do Novo Testamento”, pois, assim como no monte Sinai o povo recebeu as leis gravadas em pedra, Jesus apresenta de forma clara como a Palavra do Senhor deve guiar a vida de todos.
Não por acaso, o início da fala de Cristo destaca a bem-aventurança de reconhecer que nada podemos fazer para alcançar a nossa salvação e que, portanto, somos totalmente dependentes de Sua graça. Ser pobre em espírito é isso (Mt 5:3).
Assim, pecado, evangelho e lei se entrelaçam e encontram resposta nos ensinos, na vida e na entrega do nosso Salvador. Como lemos no livro O Grande Conflito: “A morte de Cristo, longe de abolir a lei, prova que ela é imutável. O Filho do Homem veio para ‘engrandecer a lei e fazê-la gloriosa’ (Is 42:21)” (Ellen G. White [CPB, 2021], p. 392).