Lição 8 – Santo ao Senhor

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A Lição desta semana aborda uma questão que parece contraditória para os dias de hoje. O que é ser santo? É se separar do profano? É fazer caridade? É se desviar do mal? E por falar em mal, ele existe? Se o discurso corrente é o de que tudo deve ser tolerado, como saberemos o que excluir da nossa vida?
Como saber se nosso caráter representa o verdadeiro cristianismo ou é uma ofensa ao nome de Deus? Muita gente acha que “tomar o nome de Deus em vão” tenha que ver com o uso do Seu nome, da palavra literalmente.
Porém, o que a lição nos explica é que o respeito que se pede de nós é que sejamos coerentes com aquilo que professamos, é fidelidade à crença escolhida. E essa é a chave para a santidade. Ser santo num contexto de pecado não tem que ver com ausência de falhas, mas tem que ver com se desviar do mal.
Na caminhada rumo ao Céu, vamos, por vezes, cometer equívocos. Isso não desqualifica nossa vocação. Porém, se apegar à falha e passar a justificá-la, usando os erros dos outros, para apaziguar a própria consciência, isso certamente nos diminui espiritualmente.
Deuteronômio 14, portanto, não traz uma simples lista superficial de coisas a serem cumpridas. Quando se fala em evitar a carne de porco ou não tomar o nome de Deus em vão pretende-se dar exemplos de que uma vida santa não é unilateral. Ao contrário, ela tem que ver com todas as esferas da existência: mente, corpo e espírito.
Muito mais do que uma obediência cega, Deuteronômio nos convida a entender que as orientações tão bondosa e insistentemente dadas têm por objetivo nos aproximar de Deus e nos fazer mais felizes.
O filósofo Jean-Jacques Rousseau defendeu a crença de que o homem é bom naturalmente, mas, sob o jugo da vida em sociedade, ele se predispõe à depravação.
Pela filosofia bíblica, no entanto, nós sabemos que após a queda de Adão e Eva, o pecado se tornou uma herança. Isso significa que nossa condição é pior do que apontou Rousseau. De acordo com a Bíblia, o homem nasce já em pecado, com uma natureza propícia ao mal que, na verdade, se acentua em sociedade, a depender da qualidade deste ambiente.
Felizmente, Deus não nos deixou à deriva. Ele nos criou, mas Ele também nos redimiu. E enquanto aqui peregrinos, Ele nos deixou instruções preciosas a fim de que pudéssemos, em meio ao lodo que é a Terra, florescer para a honra e glória do Seu nome.

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Sobre o autor

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Jornalista, editora da ComTexto. Mestre em ciência e pós-graduada em Teologia

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