Lição 7 – Igualdade em Natureza

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Olhando para o pano de fundo que temos observado ao longo dessas semanas, já ficou claro que o propósito de Deus para a sexualidade humana é muito mais bonito do que imaginamos. Ao fazer um par idêntico em natureza, Ele também tinha por intenção que houvesse identificação em outros aspectos da vida.

Adão e Eva foram criados para que se tornassem uma só carne, formando uma união que começasse no Éden, mas que que se estendesse pela eternidade. Assim como Deus, que mantém uma relação eterna tão coesa a ponto de, sendo três, ser apenas um. “O homem não foi criado para habitar na solidão; ele deveria ser um ser social. Sem companhia, as belas cenas e deleitosas ocupações do Éden teriam deixado de proporcionar perfeita felicidade. Mesmo a comunhão com os anjos não poderia satisfazer seu desejo de simpatia e companhia. Não havia ninguém da mesma natureza para amar e ser amado” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 17-19).
É por isso que quando a Bíblia apresenta diretrizes, ela não o faz para nos restringir de ser feliz, mas ela apresenta algo maior e melhor.

Sinceramente, é provável que não havíamos até então compreendido a sexualidade humana dessa forma.

Normalmente, recriminamos ou deturpamos nossos desejos. Mas o segredo está na submissão. Coloquemos nossos desejos diante da Bíblia e permitamos que Deus os equilibre, pois quando a sexualidade deixa de ser considerada uma dádiva de Deus e o Seu conselho não é mais acatado, ocorrem alterações do comportamento sexual, resultando no desequilíbrio.

Antes de mais nada, Deus pensou na intimidade como um combo. Não se trata apenas de prazer, mas de prazer com significado. Se a vida sexual humana se resumisse ao prazer, Adão talvez não sentisse necessidade de pedir uma parceira idêntica em natureza, bem como idônea (algumas formas de sexualidade, individuais ou coletivas, incorporam mero prazer, mas nenhuma participação, emoção ou relacionamento – categorias virtuais, voyeurísticas, pornográficas).

É claro que cada vez mais se naturalizam práticas diversas e adversas. Talvez já nem mais tenhamos sensibilidade para diferenciar o santo do profano e, em nome de algo que chamamos de felicidade, acabamos embarcando em situações que, dotados do Espírito Santo, jamais arriscaríamos.

Lembremo-nos sempre de que o quadro completo da sexualidade humana proposto por Deus envolve capacidade reprodutiva, espiritual, intelectual, moral, teleológica e relacional da mais alta ordem, feito à imagem de Deus.

É por isso que nunca será apenas por prazer. O prazer é parte, mas nunca será o todo.

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Sobre o autor

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Jornalista, editora da ComTexto. Mestre em ciência e pós-graduada em Teologia

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