Lição 7 – Circuncide o Coração

0

Quando a gente ouve falar em coração normalmente associa a palavra a sentimentos e está tudo bem porque ele também diz respeito às nossas emoções. Mas você já parou para pensar que o coração também tem que ver com a tomada de decisão?
Pois é, não se trata apenas de viver pelo que se sente, mas de viver pelo o que se escolhe. E isso tem tudo a ver com o capítulo 10 de Deuteronômio. Mas a grande virada de mesa deste livro bíblico é que ele fala de coração e de mudança, mas alerta que isso se dá pela ação divina.
Isso significa que os argumentos levantados sobre desatualização ou legalismo do livro já caem por terra. Ao indicar as direções que o povo de Deus deve seguir, Deuteronômio não faz uma imposição, mas sim, uma oferta.
O tempo todo, ele apresenta a seguinte mensagem: você precisa de ajustes na sua vida e é aconselhável que você os faça. Se você estiver disposto, Deus fará isso em seu favor. Mas, por que quando falamos em mudanças, precisamos do poder de Deus?
A resposta é simples: Porque cabe somente a Ele as obras que para nós são impossíveis.
Mas não é só decidir mudar? Não somos incapazes de fazer boas escolhas ou de melhorar a conduta?
Somos capazes de fazer um reparo aqui, outro ali. Mas nascer de novo mesmo é obra do Espírito Santo e depende de um constante revalidar. De tanto acharmos que isso é algo superficial ou simples de resolver acabamos não dando tanto importância e, assim, tendemos a fazer interpretações equivocadas a respeito do que é ter um coração circuncidado.
Mas não se esqueça de que para mudar o nosso coração foi preciso Deus se fazer homem e morrer numa rude cruz. Não é fácil, não é simples e não deve ser adiado. Não basta ser o povo de Deus, não basta ter religião, não basta fazer tudo certo. A proposta vai muito além: Deus quer fazer uma obra completa no seu coração e, de acordo com Deuteronômio, Ele pretende fazer isso por meio de um relacionamento íntimo e contínuo com você. E aí, topa o desafio?

Compartilhar.

Sobre o autor

Avatar

Jornalista, editora da ComTexto. Mestre em ciência e pós-graduada em Teologia

Deixe um comentário