Lição 4 – O pecado da parcialidade

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Você já parou para pensar em como marginalizamos as obras de Deus? Como assim? A Lição desta semana explana muito bem o assunto. Banalizamos e marginalizamos as obras de Deus quando somos parciais, ou seja, quando selecionamos, de acordo com nossos próprios padrões, aquilo que deve ou não ter valor.

Mas não se engane: a Lição não está nos alertando apenas no sentido da seletividade que adotamos com relação às pessoas. Ela também nos desafia a uma autoanálise com respeito à obediência que prestamos a Deus.

Assim como é pecado valorizar ou desvalorizar alguém por causa de status, etnia, raça e sexo, é também pecado escolher, de modo totalmente parcial, aquilo que consideramos relevante na Bíblia, ao passo que desprezamos o que pensamos ter menor importância.

Isso é muito sério! Permitir que Deus nos transforme em apenas alguns aspectos de Sua vontade é equivalente a não permitir que Ele nos transforme de maneira alguma. Ou somos totalmente Seus ou não somos!

Assim, não somos nós que definimos que pecado é “maior ou menor”, “ruim ou menos pior”. Nossa perspectiva é muito distorcida para definir aquilo que somente Deus pode fazer. É por isso que a Bíblia deve ser nosso balizador de conduta e Jesus, nosso referencial perfeito.

É por isso também que não há outro, além de Jesus, que possa fazer em nós a obra necessária a fim de que sejamos realmente cristãos. Não se trata do meu ou do seu pecado. Tudo tem que ver com Aquele que redime a mim e a você dos nossos pecados.

Sendo assim, não devemos alimentar nenhum tipo de favoritismo pecaminoso. E quanto às nossas preferências? Naturalmente, temos preferências. Contudo, elas não podem nos levar a agir de modo preconceituoso, injusto ou leviano.

Isso também se aplica à nossa honestidade espiritual. Se realmente desejamos ser semelhantes a Jesus, precisamos deixar que Ele faça uma obra completa em nós, varrendo toda a sujeira que ainda deixamos no coração. Sim: eu e você ainda temos muito pecado a confessar e abandonar por meio da ação do Espírito Santo. É algo difícil ver os próprios erros; mas cada um deve perceber quão cruel é o espírito de inveja, rivalidade, desconfiança, crítica e dissensão” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 221, 222).

E lembre-se: Deus nos chamou para ser parte integrante do grande ciclo de bênçãos. Todas as bênçãos se originam no Senhor, que dá primeiro e sem reservas, e espera que Seus filhos distribuam as bênçãos que compartilhou com eles.

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Sobre o autor

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Jornalista, editora da ComTexto. Mestre em ciência e pós-graduada em Teologia

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