Lição 3 – O valor do exterior?

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Como poderíamos resumir a Lição desta semana?
De uma só vez ela apresenta vários argumentos para que entendamos que não deveria ser tão difícil para nós viver o alinhamento entre o discurso e a prática. Mais do que nunca, vemos as pessoas se dividindo em defesa daquilo que mais concorda com sua própria visão de mundo.
Contudo, esse é um grande erro. Quando se trata de praticar a palavra, dificilmente temos que escolher entre um e outro ponto. Na maioria das vezes, a Bíblia nos convida a explorar e experimentar todos os itens destacados para nossa edificação.
No caso desta semana, especificamente, não há espaço para pensarmos que nosso valor é medido apenas por nossas boas atitudes. Ainda que pareça desconfortável, em pleno século 21, falar de aparência, Tiago nos aponta que, sim, a aparência da prática e a prática devem andar juntas.
Certamente a religião será inútil se nos importamos apenas com nossa aparência de retidão e bondade. Por outro lado, ela também será manca se acharmos que basta fazer caridade para ser um cristão justo e amoroso.
Precisamos nos perguntar de que modo temos sido coerentes. Vivemos de acordo com o que conhecemos e professamos? Ao considerarmos que a palavra religião tem por objetivo nos religar a Deus e render o fruto do Espírito, então, inevitavelmente, estarei sempre passando por transformações positivas que ocorrem dentro da mente e do coração e se exteriorizam em boas obras.
As boas obras por si só não são resultado de um coração regenerado, porém, é impossível ter um coração regenerado e não produzir bons frutos. Sendo assim, lembremo-nos de que a vida cristã não só promove consequências internas, mas principalmente influência externa. O amor e o serviço cristãos extrapolam a religiosidade privada.
Assim como Jesus ministrou a todos (do mais saciado ao mais vulnerável), mantendo sua própria vida justa, nós também, devemos nos misturar com mundo sem nos manchar com as ofertas do mundo.
Precisamos falar sobre isso para que não caiamos no autoengano, que, aliás é diferente de ignorância. O autoengano é um não saber voluntário que pode nos levar a pensar que somos uma coisa, quando, na verdade, somos outra.
Portanto, cuidemos dos outros, sem nos esquecermos de alimentarmos a nossa própria espiritualidade. Cuidemos, primeiro, da nossa casa por dentro para depois ajudarmos o outro a organizar sua morada também.

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Sobre o autor

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Jornalista, editora da ComTexto. Mestre em ciência e pós-graduada em Teologia

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