Apocalipse 13 descreve um cenário assustador. Duas bestas exercem poder, promovem falsa adoração e perseguem aqueles que permanecem fiéis a Deus. Mas, antes de mostrar a resposta divina a essa crise, João recebe uma visão de alento: no início do capítulo 14, ele vê o Cordeiro sobre o monte Sião e, com Ele, os remidos. É como se Deus dissesse aos futuros perseguidos: “Não tenham medo. Eu já lhes mostrei o final da história. Vocês estarão seguros Comigo.”
Depois dessa visão da vitória, João volta, por assim dizer, no tempo. Três anjos aparecem proclamando a mensagem que deve alcançar o mundo antes do fim.
O primeiro anuncia o “evangelho eterno”. Antes de qualquer advertência vem a graça. Somos salvos pelo Cordeiro, não por nossas obras. Mas aqueles que recebem essa graça aprendem a obedecer por amor. Por isso, o anjo chama todos a temer a Deus, dar-Lhe glória e adorá-Lo como Criador. Suas palavras remetem ao quarto mandamento, que apresenta o sábado como memorial da criação (Êx 20:8-11). Em meio à falsa adoração, Deus chama Seus filhos de volta à verdadeira.
As três mensagens também fazem eco a grandes intervenções divinas na história. O anúncio de que “chegou a hora do Seu juízo” lembra que Deus não permanecerá para sempre em silêncio diante do mal, como demonstraram o dilúvio e a destruição de Sodoma e Gomorra. Já o anúncio “Caiu, caiu a grande Babilônia” evoca Babel, símbolo da confusão e da rebelião humana contra Deus.
Os dois últimos anjos denunciam justamente esse sistema de engano e falsa adoração chamado Babilônia e alertam contra a besta, sua imagem e sua marca. A humanidade precisa escolher entre dois sistemas de adoração.
Apocalipse 14, portanto, não é principalmente uma mensagem de medo. Começa com os salvos ao lado do Cordeiro e, em seguida, mostra como chegaram ali: confiaram no evangelho eterno e permaneceram fiéis ao Criador.
Quando tudo parecer dominado pelas “bestas”, lembre-se da primeira cena do capítulo 14. Deus mostrou a vitória antes de descrever a batalha.