Eva errou, mas na tirinha desta semana ela está completamente certa: não temos as vestes necessárias para nos encontrar com o Pai. A gente até pensa que tem. É que tendemos a atribuir nossa relevância à nossa vinculação religiosa. Porém, não é bem assim a história.
Herdamos o pecado e, a não ser que usemos as vestes providenciadas por Deus, isto é, a justiça conquistada por Jesus, jamais entraremos no Céu.
Eu sei que há muitas outras abordagens que disseminam um ápice espiritual que independe de Jesus. Há quem acredite que somos deuses em evolução; há também quem tenha fé num constante reencarnar até que as lições necessárias sejam aprendidas. Há quem recorra a entidades intercessoras; mas há também quem pense que a obediência é o bilhete premiado para a salvação.
Podemos, enganados, andar por várias filosofias em busca de redenção, mas, ao final, não seremos saciados. Contudo, biblicamente falando, há só um caminho, uma verdade e vida: Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que foi morto desde antes da fundação do mundo, a providência que antecede nossa culpa.
É por isso que, mesmo errado, Adão, na perspectiva da tirinha desta semana, está absolutamente certo: ele não teria como resolver o problema das vestes, nem para ele nem para ela, quando se trata da ocasião para a qual, imediatamente após ao pecado, já foram convidados: o restabelecimento futuro do Éden perdido.
Quando relemos a história e nos colocamos no lugar deles, conseguimos entender o início do altar. Adoramos verdadeiramente quando percebemos nossa incapacidade de resolver um problema criado por nós mesmos.
E não importa que não éramos nós no Éden, porque somos nós agora. Há um pensamento que diz: “Se Deus te desse mil chances, você falharia em todas. Por isso, Ele deu Jesus.”
Felizmente, temos Jesus – a razão para que restabeleçamos nosso altar de adoração até que Ele venha e possamos adorá-Lo face a face em gratidão por nos abrir uma porta de volta a um começo perfeito.