“Disse-lhe Jesus: Mulher, por que você chora? Quem você busca?” (João 20:15)
Maria Madalena era uma mulher marcada pelo passado. Os evangelhos dizem que Jesus havia expulsado dela sete demônios (Lucas 8:2); ela era escrava do pecado. No entanto, ao se encontrar com Cristo, sua vida foi completamente transformada. Ela foi resgatada, restaurada e recebeu um novo propósito.
No entanto, como acontece com tantos de nós, Maria continuava frágil e carente da graça de Deus. No amanhecer daquele primeiro dia da semana, depois da crucifixão, ela foi ao túmulo buscar um corpo sem vida, sem compreender que o Salvador estava vivo. Seu coração estava pesado de dor, de saudade e, talvez, de dúvidas. Ela já havia sido perdoada, mas precisava novamente da presença Daquele que a resgatara.
Maria é um reflexo de todos nós que, mesmo após conhecermos o amor de Cristo, muitas vezes caímos, fraquejamos e sentimos o peso da culpa. Quantas vezes voltamos a Ele chorando, como Maria chorava diante do túmulo vazio? Mas Jesus, com Seu amor incomparável, nunca rejeita um coração quebrantado.
Quando Maria O viu ressuscitado, não O reconheceu de imediato. O desespero muitas vezes nos cega para a presença de Cristo. Mas então, ao ouvir Seu nome ser chamado – “Maria!” –, tudo mudou. Foi pessoal. Foi íntimo. Foi restaurador.
Ainda hoje Jesus continua chamando pelo nome cada “Maria” que volta a Ele, precisando de perdão e restauração. Nenhum caso é sem esperança, nenhuma vida está perdida para sempre. O mesmo Cristo que restaurou Maria Madalena está pronto para nos resgatar, não importa quantas vezes precisemos de Seu toque restaurador.