Aspectos culturais precisam ser levados em consideração na pregação do evangelho. Não faz sentido falar em uma língua que a audiência não compreende, assim como o uso de um linguajar acadêmico com crianças dificilmente produzirá resultados positivos.
Em Atos 17, Paulo considera a devoção do povo ao chamado “deus desconhecido”, apresenta a grandeza de Deus, torna a mensagem pessoal e não evita seus pontos mais desafiadores. Além disso, recorre a referências literárias conhecidas na região, como Arato (e possivelmente Cleantes). Por isso, esse discurso se destaca como um exemplo significativo de adaptação da proclamação do evangelho a um público não cristão.
Mesmo em meio a tantos esforços na pregação, o ministério paulino em Atenas não resultou em muitas conversões nem promoveu uma transformação radical no cenário religioso da região. Ainda assim, essa constatação não deve nos levar a conclusões equivocadas, pois o sucesso da proclamação do evangelho não se mede pela popularidade nem por números grandiosos.
Nesse contexto, essa realidade revela uma verdade mais profunda: o orgulho intelectual humano, muitas vezes, se torna uma barreira ao evangelho do Reino, dificultando a abertura do coração para a mensagem transformadora de Cristo (1 Co 1:18–21).