Em um artigo publicado no Portal Adventista*, a doutora em Ciências Maura Brandão destaca a existência de duas cosmovisões em disputa:
“Atualmente, duas cosmovisões disputam espaço na interpretação da realidade: o naturalismo, que é um pressuposto básico da cosmovisão evolucionista, e o criacionismo, característica da cosmovisão bíblico-cristã. O naturalismo sustenta que todos os fenômenos podem ser explicados sem recorrer a agentes sobrenaturais ou a um Criador. Nessa perspectiva, as ferramentas da ciência seriam suficientes para descrever e explicar a origem e o funcionamento do universo.
O criacionismo, por outro lado, combina pressupostos bíblicos e filosóficos à análise científica, reconhecendo como plausíveis hipóteses que o naturalismo descarta por princípio. Essa abordagem interpretativa amplia o horizonte de leitura dos dados, permitindo que fósseis, rochas ou evidências geológicas sejam entendidos sob diferentes lentes, sem que determinadas hipóteses sejam negadas.”
A percepção de que o Universo traz sinais da ação intencional de um Criador (Gn 1–2) se revela em impressões desse projeto, como a distância ideal da Terra em relação ao Sol, a gravidade ajustada com precisão e a força exercida pela Lua.