Lição 4: Por que existe o mal? | Apologética

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Em 2007, uma notícia chamou a atenção do mundo: o senador Ernie Chambers, do estado de Nebraska, abriu um processo judicial contra Deus. Ele O acusava de causar medo, destruição e milhões de mortes por meio de desastres naturais. Ainda que simbólica, a iniciativa expôs algo profundo: a antiga tendência humana de colocar Deus no banco dos réus.

Por trás desse gesto está a pergunta que atravessa a história: se Deus é bom, por que o mundo está tão marcado pela dor? Se Ele é todo-poderoso, por que não impede o mal? Como observou o filósofo cristão Peter Kreeft, o problema do mal é o maior teste da fé, não apenas no campo das ideias, mas na experiência concreta da perda e da injustiça.

A Bíblia, porém, redireciona nosso olhar. Em suas primeiras páginas, ela apresenta um Deus que criou um mundo bom e harmonioso. O mal não fazia parte do plano original. No entanto, as más decisões de seres livres conduziram à rebelião contra Deus.

O livro de Jó revela os bastidores desse drama e mostra que o sofrimento está inserido em um conflito maior, no qual o caráter de Deus é questionado. Não se trata de uma disputa de poder, mas de uma batalha de verdades. A resposta final de Deus não vem pela força, mas pela revelação do Seu amor, plenamente exposta na cruz do Calvário.

Gosto de pensar no livro de Jó como uma miniatura da Bíblia. Assim como os dois primeiros capítulos das Escrituras descrevem a Terra perfeita, Jó 1 apresenta o patriarca em uma condição quase edênica, em que tudo era bom. No entanto, Satanás subverteu a normalidade e destruiu a vida daquele homem íntegro, levando-o a um estado deplorável, da mesma forma como levou a humanidade ao caos. Hoje vivemos dentro desses “parênteses”, cheios de chagas e questionamentos.

No entanto, o livro de Jó termina com as boas-novas da restauração. No capítulo 42, a vida do patriarca é, em muitos sentidos, restaurada. Paralelamente, Apocalipse 21 e 22 descrevem a Terra renovada, onde a felicidade de todos os “Jós” é restabelecida. Essa é a promessa de Deus para nós.

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