Lição 7: Jesus e o Islamismo | Apologética

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O nascimento de Jesus na manjedoura, revelando que o “Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1:14), não marca o início de sua história. Ele sempre existiu, sendo um com o Pai (Jo 10:30). Nele habita toda a plenitude de Deus (Cl 2:9) e, por meio de seu sacrifício e ressurreição, é reconhecido como grande Deus e Salvador (Tt 2:13).

Por todas essas razões, Cristo não é apenas um profeta que não pode compartilhar a glória do Pai, conforme ensina o islamismo. Ele, sim, compartilha essa glória, ainda que em uma unidade composta. Temos, inclusive, o Espírito Santo, também da mesma natureza (Jo 14:16).

Outra diferença entre cristianismo e islamismo está na percepção da natureza e dos efeitos do pecado, pois isso altera a compreensão da mensagem divina. O islamismo entende o pecado humano como uma fraqueza, e não como uma rebelião moral, algo passível de arrependimento e mudança por conta própria.

Já o cristianismo compreende o pecado como rebelião moral, levando em consideração sua universalidade e a necessidade de um sacrifício muito maior do que qualquer ajuste que possamos fazer em nosso ser: “É verdade que um só pecado de Adão trouxe condenação a todos, mas um só ato de justiça de Cristo removeu a culpa e trouxe vida a todos” (Rm 5:18 NVT).

As conversas com muçulmanos devem prezar pelo elemento mais importante: o amor (1 Co 13). É necessário reconhecer a dignidade de cada pessoa, ouvir com respeito e testemunhar a fé cristã com humildade e graça. Ao mesmo tempo, orar por eles é confiar que Deus age nos corações, abrindo caminhos para o diálogo, a compreensão e, no tempo certo, o encontro com a verdade em Cristo.

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